« Voltar ao Índice do Glossário

A Adicção é um vício, geralmente relacionado ao consumo de drogas ilícitas, mas que também pode significar qualquer dependência psicológica ou compulsão por coisas como: jogo, comida, sexo, pornografia, computadores, inter- net, videogames, notícias, exercício, trabalho, TV, compras etc.

Definir a adicção não é tarefa fácil, já que envolve vários tipos de dependências. O que se pode afirmar é que a adicção é um vício, geralmente relacionado ao consumo de drogas ilícitas, mas que também pode significar qualquer dependência
psicológica ou compulsão por coisas como: jogo, comida, sexo, pornografia, computadores, internet, videogames, notícias, exercício, trabalho, TV, compras etc. A adicção é considerada uma doença crônica, incurável, progressiva e potencialmente fatal pela comunidade científica. Como depende, especialmente, da motivação do indivíduo para a mudança que é algo flutuante – talvez um dos fatores que a tornam tão incômoda dentro da estrutura sociofamiliar na qual o adicto se insere.

O uso repetido de uma ou mais substâncias psicoativas, a

O uso repetido de uma ou mais substâncias psicoativas, a

 

abstinência. A vida de um adicto pode ser dominada pela substância a ponto de uma virtual exclusão de todas as demais atividades e responsabilidades. O termo adicção também tem a conotação de que o uso de tal substância tem um efeito negativo para a sociedade, além de para o indivíduo; quando aplicado ao uso do álcool, é equivalente a alcoolismo. A Adicção é um termo antigo e de uso variado. É considerado um transtorno debilitante baseado nos efeitos farmacológicos da droga, implacavelmente progressivos. De 1920 a 1960 houve tentativas para se diferenciar adicção de “hábito”, uma forma menos grave de adaptação psicológica. Nos anos 1960 a Organização Mundial da Saúde recomendou que ambos termos fossem abandonados em favor de dependência, que pode existir em vários graus de gravidade.

Como ocorre a adicção?

Quem experimenta drogas ou outros comportamentos potencialmente viciantes, geralmente o faz em busca de benefícios ou recompensas que dão sensações de prazer, relaxamento, poder ou fuga da realidade servindo, momentaneamente,
como uma solução para os problemas e, por isso, tende a repetir a dose. A atração por algum tipo de droga também pode
ocorrer para que a pessoa se identifique com algum grupo social em busca de aceitação. Nesse cenário, o que começa como uma brincadeira casual, comportamento social normal ou mesmo uma prescrição médica, pode se tornar frequente e com maiores quantidades.

 

Como reconhecer a adicção?

Aceitar a doença é extremamente difícil e algumas perguntas podem ajudar você a reconhecer
o vício, tais como:

  • Alguma vez você já usou drogas sozinho?
  • Alguma vez você substituiu uma droga por outra, pensando que uma em particular era o problema?
  • Alguma vez você manipulou ou mentiu ao médico para obter drogas que necessitam de receita?
  • Você já roubou drogas ou roubou para conseguir drogas?
  • Você usa regularmente uma droga quando acorda ou quando vai dormir?
  • Você já usou uma droga para rebater os efeitos de outra?
  • Você evita pessoas ou lugares que não aprovam o seu consumo de drogas?
  • Você já usou uma droga sem saber o que era ou quais eram seus efeitos?
  • Alguma vez o seu desempenho no trabalho ou na escola foi prejudicado pelo seu consumo de drogas?
  • Alguma vez você foi preso em consequência do seu uso de drogas?
  • Alguma vez mentiu sobre o quê ou quanto você usava?
  • Você coloca a compra de drogas à frente das suas responsabilidades?
  • Você já tentou parar ou controlar seu uso de drogas?
  • Você já esteve na prisão, hospital ou centro de reabilitação devido a seu uso?
  • O uso de drogas interfere em seu sono ou alimentação?
  • A ideia de ficar sem drogas o assusta?
  • Você acha impossível viver sem drogas?
  • Em algum momento você questionou sua sanidade?
  • O consumo de drogas está tornando sua vida infeliz em casa?
  • Você já pensou que não conseguiria se adequar ou se divertir sem drogas?
  • Você já se sentiu na defensiva, culpado ou envergonhado por seu uso de drogas?
  • Você pensa muito em drogas?
  • Você já teve medos irracionais ou indefiníveis?
  • O uso de drogas afetou seus relacionamentos sexuais?
  • Você já tomou drogas que não eram de sua preferência?
  • Alguma vez você usou drogas devido a dor emocional ou “stress”?
  • Você já teve uma “overdose”?
  • Você continua usando, apesar das consequências negativas?
  • Você pensa que talvez possa ter problema com drogas?

Lidas pela primeira vez, estas perguntas assustam e podem fazer com que o adicto queira se livrar do pensamento com as seguintes afirmações:

• Ora, essas perguntas não fazem sentido.
• Eu sou diferente. Eu sei que uso drogas, mas não sou um adicto. O que tenho são problemas emocionais, familiares e/ou profissionais.
• Eu estou apenas passando por uma fase difícil.
• Eu serei capaz de parar quando encontrar a pessoa certa, o trabalho certo etc.

O importante diante desses questionamentos e autoavaliação é entender a situação, admitir o erro e dar o primeiro passo rumo ao tratamento.

 

« Voltar ao Índice do Glossário